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Novos talentos dominam festival da paz

O grupo Twana Twangola, do município do Cazenga, destacou-se entre os demais colectivos de arte no sétimo Festival de Teatro da Paz (FESTEAPAZ) que decorreu, na Liga Africana, em Luanda.

Repescado à última hora, em substituição da companhia Elinga Teatro, o colectivo conquistou o troféu referente ao Grupo Revelação do festival que visou festejar os 15 anos de Paz e Reconciliação Nacional.

No meio de consagradas companhias de artes em Angola e outras agremiações fundadas recentemente, mas com elevada exposição nos media, o grupo Twana Twangola viu o seu actor Adriano Manuel conquistar a categoria de Artista Revelação.
Os troféus foram arrebatados por influência do brilhante trabalho do espectáculo “A Plateia”, apresentado durante o festival, na qual Adriano Manuel é a personagem principal.

A peça é uma comédia de 45 minutos, adaptada do livro, “O público”, do brasileiro Fernando Lira, que aborda o comportamento ideal das pessoas no interior de uma sala de espectáculos de teatro e dos fazedores das artes cénicas, no palco e fora dele.
Fundado há 15 anos, o Twana Twangola limita-se a realizar espectáculos no município do Cazenga, propriamente na Paróquia de Santo António, no distrito urbano do Hoji ya Henda, e na discoteca Batucada, no distrito urbano do Ngola Kiluanje. Elisa Domingos, do grupo Nova Lua (Cuanza Sul) e António Gonçalves “Ny”, do Amazonas Teatro (Lunada), são melhores actores do sétimo Festival de Teatro da Paz. Guiomar dos Santos, do grupo Eclesiastes, do bairro Rocha Pinto, é a Actriz Revelação.
Os vencedores receberam como prémios um diploma de mérito e um cabaz com produtos da Refriango.

Os vencedores dos troféus destacam-se entre os demais, com performance, capacidade de interpretação, domínio dos personagens, atitude cénica e o nível de criatividade acima da média, disse o director do festival, para quem a decisão é resultado de um trabalho aturado da organização, que reuniu conhecedores das várias áreas do teatro.

Osvaldo Moreira informou que o balanço é positivo, ainda que apesar de não ter superado a edição anterior, permitiu criar uma programação infantil a parte, na qual foram desenvolvidos trabalhos dos grupos Protevida e Omwenho, do Namibe.
Este ano, informou os espectáculos forma assistidos por uma média diária de 60 pessoas, para um total de 200 lugares que a Liga Africana alberga.  O festival, que fechou as cortinas no domingo, teve como atracções espectáculos dos grupos Nguizane Tuxicane, Horizonte Nginga Mbande, Miragens Teatro, Diassonama, Amor a Arte, Protevida, Amazonas, Eclesiastes, Nova Cena, Feloma Mussanzala, Tata Yeto, de Luanda, Nova Lua, do Cuanza Sul, Omwenho (Namibe), Filhos de Angola (Malanje) e Horizontes da Vida (Huíla). Além das exibições, houve actividades complementares desde troca de experiência, debates e teatro comunitário.

 

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