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Baliza e contra-ataque no topo das prioridades

Ao cabo dos primeiros 5 jogos da fase preliminar do Campeonato do Mundo, a eficácia das guarda-redes angolanas foi de 23 por cento, com 42 defesas, num total de 183 remates.

 

Estes números, muito aquém daqueles conseguidos por guarda-redes das selecções de topo, como a francesa Cleopatre Darleux (49 por cento) ou a norueguesa Katrine Lunde (48), explicam por um lado as derrotas das Pérolas de África, no confronto directo com as potências europeias.
Simultaneamente, estes percentuais indicam o reduzido número de vezes em que a defesa angolana recuperou a bola, por via da actuação das jogadoras Cristina Branco e Marta Alberto, as duas que tinham a baliza à sua guarda. Por arrasto, fica também explicado, em parte, o facto de Angola totalizar, na fase preliminar, apenas 8 golos, resultantes de 12 contra-ataques, em 5 partidas.
Antes de engendrar o contra-ataque, é indispensável garantir a posse da bola, em situações de inferioridade numérica do adversário. A espaços, a defesa de Angola mostrou consistência, sobretudo quando houve necessidade de recorrer à capacidade atlética das jogadoras. No entanto, foi insuficiente para garantir a inviolabilidade da baliza do sete nacional, em momentos cruciais.
Entre as 7 guarda-redes africanas que competiram na Alemanha (3 pelos Camarões, 2 pela Tunísia e 2 por Angola), apenas a camaronesa Berthe Onoukou, que joga em França, conseguiu eficácia de 33 por cento, com 18 defesas num total de 54 remates, em 4 jogos da etapa inicial da prova.

Camarões iguala

Ainda assim, os Camarões não conseguiram percentuais muito diferentes dos de Angola, somando 11 golos, em 13 contra-ataques efectuados na primeira fase. No topo, a Noruega marcou, na mesma etapa da prova, 35 golos, em 45 acções de contra-ataque.
Diante de 4 selecções europeias e 1 sul-americana, Angola marcou 124 golos, em 5 jogos, com 214 remates efectuados. A eficácia de 58 por cento, obtida nos lançamentos, ficou largamente favorecida pelos números obtidos nos 6 metros, onde o combinado nacional marcou 31 vezes, em 48 tentativas. Albertina Kassoma (9 golos em 10 remates) e Isabel Guialo (7 em 10) foram as mais eficazes nessa zona.
Curiosamente, Angola lançou mais vezes dos 9 metros, em 5 jogos (92 remates) do que a França em 7 partidas (apenas 59 remates). A Noruega, outra selecção de topo, marcou 20 vezes, em 46 remates, nos 5 jogos da fase preliminar. As francesas marcaram 26 em 59 e Angola, que foi mais rematadora, concretizou 47 em 92 lançamentos de primeira linha, percentagem muito superior à dos Camarões que, em igual número de tentativas, marcou apenas 24 vezes de longa distância.
Entre as selecções europeias de referência, apenas a Dinamarca (56 golos em 131 remates) e a Holanda (55 em 102) visaram as balizas contrárias de longa distância, mais vezes que Angola. Destas, só as holandesas superam os 51 por cento de eficácia das Pérolas de África, nas tentativas de longa distância, dado que sugere a continuidade na  aposta nesta importante arma de ataque.

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