PUB

Treinadores nacionais regressam aos gigantes

As saídas dos espanhóis Hugo López, do comando técnico do Libolo, e Ricard Casas, do 1º de Agosto, permitem igualar de forma equitativa o número de treinadores nacionais e estrangeiros sentados no banco de suplentes das quatro equipas seniores masculinas de basquetebol, que este ano discutem a conquista do título da 40ª edição do Campeonato Nacional.

Três anos depois de nenhuma das quatro crónicas candidatas ter sido orientada por um técnico angolano, as direcções libolense, liderada interinamente por Augusto Correia (em substituição de Rui Campos), e militar presidida, por Carlos Hendrick, decidiram fazer regressar aos respectivos bancos Raul Duarte e Paulo Macedo.
Ligado aos agostinos, nas vestes de treinador principal, de 2012 a 2014, Macedo ergueu, no  ano de estreia, as taças correspondestes ao vencedor do Campeonato Nacional e  Provincial, Taça de Angola e dos Clubes Campeões, bem como o Torneio Victorino Cunha, celebração extensiva à Selecção Nacional, com a qual resgatou o ceptro de campeã africana das Nações, Afrobasket´2013, em Abidjan, Costa do Marfim.

De 2015 a 2016, o antigo base da Selecção Nacional comandou a formação do Desportivo da Marinha, equipa satélite do 1º de Agosto. Campeão em 2012, pelos calulenses, Raul regressa a um colosso cinco anos depois. No percurso da carreira, onde constam passagens pelo Petro de Luanda, 1º de Agosto e Interclube, Duarte agrega a permanência nos últimos dois anos à frente dos destinos da Universidade Lusíada.
Petro de Luanda, campeão nacional com 12 troféus, superado apenas pelo 1º de Agosto, com 18, e Interclube sem qualquer registo de conquista, são orientados por treinadores estrangeiros. Os petrolíferos são comandados pelo camaronês Lazare Adingono e os polícias pelo português Alberto Babo.
De probabilidade em probabilidade, destaque para o facto de todos os treinadores já se terem sagrado campeões. Babo conseguiu tal proeza em 2011, quando orientava os tricolores do Eixo Viário. No geral, os treinadores angolanos, em número de nove, contra dois, estão em maioria.
O ASA, equipa com três nacionais maiores da bola ao cesto, 1996 e 97, sendo o primeiro ganho pelo extinto Desportivo da TAAG, em 1980, é treinado por Carlos Dinis.  Os aviadores estão há muito divorciados do estatuto de candidatos, embora o histórico da década de 90 os remeta, nalguns momentos, à condição de aspirante. As recentes contratações do base internacional angolano Bráulio Morais, assim como a entrada de Hélmer Félix, para além da provável contratação de dois jogadores norte-americanos, permite elevar a fasquia este ano.
Dinis, ex-seleccionador nacional, sagrou-se, em 2015, com a Selecção campeão da 11.ª edição dos  Jogos Africanos, disputados no Congo Brazzaville.
Alberto de Carvalho “Ginguba”, treinador com a melhor classificação de sempre de Angola num Campeonato do Mundo, nono lugar, no Japão´2006, orienta o Progresso Sambizanga.
A Universidade Lusíada passa a ser dirigida este ano por Manuel Silva “Gi”, seleccionador nacional. Gi que falhou este ano a recuperação do Afrobasket, disputado pela primeira vez em duas cidades de dois países diferentes, Dakar (Senegal) e Tunis (Tunísia), orienta de modo inédito uma equipa no Campeonato Nacional.
Gi, ganhou como seleccionador, os africanos Sub-16 e Sub-18. O técnico foi um dos artífices da conquista da medalha de ouro em 1988, como  jogador.
A Marinha  de Guerra estará às ordens de Walter Costa, o Vila Clotilde, de Osvaldo Fernandes “Ndinho” e os estreantes Crisgunza e Helmarc, por Manuel Silva “Pipas” e Elvino Dias.

Tagged under