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Défice orçamental tem queda ligeira

O défice orçamental de Angola vai registar uma redução ligeira, ao sair de 5,9 por cento do produto interno bruto previsto este ano para 4,4 em 2021, à medida que as pressões sobre a despesa forem reduzindo após as eleições gerais de 2017, de acordo com a Economist Intelligence Unit (EIU), que considera o valor ainda elevado.

O mais recente relatório da EIU sobre Angola recorda que, além das despesas de carácter social, bem como de obras públicas destinadas a reconstruir as infra-estruturas destruídas no decurso da guerra civil que estão incluídas no Orçamento de Estado para 2017, há a adicionar os custos relacionados com a realização de eleições gerais.

A previsão governamental de 5,9 por cento para o défice orçamental tem por base o preço do barril de petróleo a 46 dólares, mais baixo do que a estimativa de 56 para este ano, mas problemas de carácter técnico, a redução da produção decidida no seio da OPEP, bem como a amortização de diversos empréstimos fazem com que a EIU assuma o mesmo valor para o défice.

A EIU chama a atenção para o facto de esse défice poder vir a ser superior ao previsto, caso a estatal Sonangol não dê a sua contribuição para os cofres do Estado, à semelhança do que aconteceu em 2016.

Tendo em atenção os fracos resultados obtidos até à data no processo de diversificação económica, o crescimento do produto interno bruto continua dependente do sector petrolífero, prevendo o documento obtido que se situe numa média de 2,8 por cento no período de 2017/2021, taxa que compara com a média de 4,1 registada no período de 2012/2016. O crescimento do produto vai oscilar entre uma taxa mínima de 2,4 por  cento este ano e máxima de 3,5 em 2018, situando-se entre 2,5 e 2,8 por cento nos anos de 2019 a 2021, o intervalo analisado neste relatório da EIU.
Crescendo mais do que a previsão governamental de 2,1 por cento este ano, fundamentalmente devido ao preço do barril em que se baseia o Orçamento de Estado, a economia angolana tende a manter-se a um nível reduzido, pelo menos em termos históricos, devido à moderação na produção de petróleo e ao arrefecimento da economia da China, que pode conduzir a prazo a uma nova quebra dos preços do barril de petróleo.
O controlo da inflação, a anunciada tarefa principal do Banco Nacional de Angola, deverá ter lugar “embora de forma moderada”, de acordo com a EIU, que estima que se deve situar em 23,4 por cento este ano e baixar gradualmente até atingir 7,7 em 2021.

 

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