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África do Sul e Nigéria aliviam a tensão

Os Governos da África do Sul e da Nigéria anunciaram, a criação de uma plataforma de diálogo destinada a evitar a repetição de ataques anti-imigrantes que recentemente agitaram vários bairros de Pretória e Joanesburgo.

Para o efeito, a ministra sul-africana das Relações Exteriores, Maite Nkoana-Mashabane, renuiu-se segunda-feira com o seu homólogo nigeriano, Geoffrey Onyeama, em Pretória para aliviar a tensão.

“Este centro de alerta nos permitirá manter-se mutuamente a par dos problemas e evitar uma possível violência”, anunciou Nkoana-Mashabane, que lembrou que os nigerianos não eram os únicos estrangeiros atingidos.

Os ministros acertaram que de três em três meses, representantes dos dois países, oficiais e membros da sociedade civil vão reunir-se para abordar as questões da imigração e os problemas de coabitação.

Geoffrey Onyeama, por sua vez, disse ter recebido garantias da parte do Governo sul-africano para que os seus cidadãos possam viver em segurança e pediu fim aos “ataques em massa”.

Entre Janeiro e Fevereiro, muitas lojas e casas pertencentes a estrangeiros foram queimadas e saqueadas nos subúrbios pobres destas duas cidades, reacendendo o espectro dos distúrbios xenófobos mortais de 2008 e de 2015.

Os nacionais acusam os estrangeiros, nomeadamente, os nigerianos, de estar na origem de tráfico de drogas e de prostituição que afligem os seus bairros. O Governo nigeriano tinha manifestado publicamente a sua preocupação após esta onda de ataques. No final de Fevereiro, Abuja chegou a pedir à União Africana (UA) para intervir “com urgência” para acabar com estes crimes, que causam, segundo autoridades da Nigéria, pelo menos 20 mortos, no ano passado.

Vários estudantes nigerianos marcharam em represálias na capital nigeriana, Abuja, inclusive em frente à sede das empresas sul-africanas Multichoice (fornecedor de televisão via satélite) e MTN (telefone móvel).

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