PUB

Secretário-geral da OTAN anuncia reforços na defesa

Os Estados europeus estão a estudar a possibilidade de introduzir novos mecanismos de segurança para fazer frente ao quadro actual que, segundo especialistas, está muito indefinido e impõe regimes duros e mais consentâneos.

Em muitos casos, revela-se necessária a criação de sectores focados em análise de conteúdos e procedimentos na área de movimentação de pessoas e bens, e, noutros, pensa-se no alargamento de algumas especialidades das Forças Armadas dos países da União Europeia. Analistas em defesa e segurança, citados na imprensa ocidental, alertam que a Europa tem de reconhecer rapidamente que já não é vista como solidária e pacífica, mas antes como problemática e conflituosa. As últimas participações em conflitos como o da Líbia, do Iraque e da Síria colocam em desvantagem os países europeus.

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, estimou ontem que “o mais importante é aumentar o gasto em áreas como defesa e segurança, devido à frágil situação a que a Europa está sujeita. Jens Stoltenberg, que apreciava o estado de coisas na Europa  um dia antes da primeira reunião de ministros da Aliança Atlântica do Tratado do Norte, admitiu urgência em avançar para um reforço da organização.

Segundo o relatório anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), a Europa está a ficar para trás, em comparação com os países que começaram a olhar de maneira diferente para o sector de segurança. A China é encarada como o Estado que mais investiu na área de defesa, a ponto de estar, em algumas áreas militares, quase em paridade com o Ocidente, segundo o relatório.

“A superioridade tecnológica militar do Ocidente, considerada consolidada, é cada vez mais desafiada”, afirma John Chipman, director do IISS, na apresentação ontem, em Londres, do tão esperado relatório anual que faz referência ao equilíbrio das Forças Armadas no mundo. Desde 2012, as despesas com a defesa não pararam de crescer entre 5 e 6 por cento ao ano. Globalmente, o nível caiu 0,4 por cento em 2016, principalmente devido a uma redução no Médio Oriente, cuja economia tem sido prejudicada pela queda dos preços do petróleo.

A China destinou em 2016 um orçamento de 145 mil milhões de dólares para a defesa, mais de um terço dos gastos de todo o continente asiático. Pequim ainda assim está muito longe dos Estados Unidos, que aplicaram 604,5 mil milhões de dólares, um pouco mais que a Rússia, que investiu nas suas Forças Armadas 58,9 mil milhões, da Arábia Saudita, com 56,9mil milhões, e do Reino Unido que aplicou apenas 52,2 mil milhões.

O relatório refere que países como a China, ao contrário dos anos da Guerra Fria, possuem agora os seus próprios canais de pesquisa, desenvolvimento e construção de armas. É um Estado que entrou, também, no fabrico de navios e submarinos e começou a vender armas ao exterior, segundo John Chipman.

Tagged under