China – um exemplo do futuro
Muitos jovens de trinta e poucos anos, são hoje industriais com centenas de funcionários a seu cargo, e excedentes de tesouraria para investir em mercados onde uma alta rentabilidade lhes possa ser assegurada.
Estou de regresso de uma viagem ao gigante Asiático – a China.
Ao fim de uma longa viagem aterrei em Pequim, em trânsito para Cantão, pasmado com o desenvolvimento que encontrei. A China de hoje não é a China de há 7 anos, data da minha última visita.
De facto, não há como não ficar surpreendido com este país. Para muitos, especialmente os desatentos, a China representa apenas a origem de produtos acessíveis, sem qualidade, que conquistam mercado à custa de uma mão-de-obra barata e desqualificada.
Mas estão enganados!
A China é, hoje, muito mais do que isso. É um gigante em acelerado crescimento, com produção de qualidade, consumo interno galopante e onde os prédios degradados se fazem substituir, quase instantaneamente, por edifícios espelhados que aspiram furar os céus.
Continua a ter as centenas (de milhar) de motas as percorrer as estradas – e passeios – das cidades, onde todos usam a buzina como se o mundo fosse acabar ou o país tivesse ganho o mundial de futebol.
Mas é também o país onde os aeroportos, mesmo das cidades mais pequenas, são colossais. Onde os efeitos do aumento dos salários fabris se fazem notar no crescimento e melhoria do comércio local e na capacidade de compra crescente.
É ainda, um país cujo momento de viragem cria paradoxos. Se é verdade que os níveis de poluição das cidades atingem valores obscenos, é igualmente evidente que as preocupações ambientais começam a ganhar notoriedade crescente nos jornais.
Muito embora a cópia de marcas seja generalizada, simultaneamente as operações de ataque à contrafacção e as iniciativas de apoio à propriedade intelectual multiplicam-se.
Vicissitudes dum país onde a mudança é o seu melhor identificador!
As potencialidades do colosso asiático são conhecidas, reconhecidas, e têm captado as atenções internacionais. Não fosse assim e o mundo não teria recebido o Presidente Hu Jintao, na última cimeira G20, com honras de VIP.
Mas é importante aprofundar o conhecimento da China, e fazê-lo para além de Pequim ou Xangai.
Para as novas gerações, será uma mais-valia enorme dominar, ainda que minimamente, o mandarim. Nesta viagem comprovei que o inglês é apenas falado por uma franja reduzida de cidadãos. Mesmo em muitos hotéis, aeroportos ou táxis, apenas o mandarim resolve.
Os centros de poder e interesse vão sendo deslocados. Assim o demonstra a história.
E como, nesta matéria, o tamanho conta, a hora da China chegou.
Há dezenas de pequenos e médios empresários a quem o sucesso, nos últimos anos, bateu à porta.
Muitos jovens de trinta e poucos anos, são hoje industriais com centenas de funcionários a seu cargo, e excedentes de tesouraria para investir em mercados onde uma alta rentabilidade lhes possa ser assegurada
Angola é, sem dúvida, um desses espaços.
Os primeiros a perceberem as vastas possibilidades que este semi-continente oferece, não tenho dúvidas, encontrarão as suas recompensas.
David Cardoso







