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Vandalismo leva Shell a interromper a produção petróleo na Nigéria

Crédito: Reuters Crédito: Reuters

A petrolífera anglo-holandesa Shell decidiu suspender parte da sua produção de petróleo no sul da Nigéria. Em causa está a descoberta, este fim-de-semana, de actos de vandalismo num oleoduto importante situado no oeste do país.

A petrolífera Shell decidiu suspender parte da sua produção de petróleo no sul da Nigéria devido a actos de vandalismo num oleoduto situado no oeste do país.
"Parámos parte da produção devido a sabotagem do oleoduto Trans-Ramos, no oeste do país, durante o fim-de-semana", segundo um porta-voz da Shell.
"A fuga foi encontrada no sábado no gasoduto Trans-Ramos e foi confirmado que o vazamento se ficou a dever a uma sabotagem", diz outro porta-voz, acrescentando que "três estações de bombeamento foram fechadas para permitir a investigação. As reparações terão início logo que possível".
O porta-voz não especificou as especificar as baixas do volume de produção na sequência desta decisão. A Shell havia anunciado na passada sexta-feira a venda de alguns dos seus activos na Nigéria para um consórcio local, reflectindo a aparente disposição de reduzir a sua exposição num país mais instável.

MEND anuncia fim de cessar-fogo
A Shell não soube dizer se o último incidente foi causado por um ataque de um grupo armado Movimento para a Emancipação Delta do Níger (MEND). O certo é que o ataque aconteceu poucas horas depois de o principal movimento rebelde no sul da Nigéria ter anunciado o fim do cessar-fogo unilateral declarado em 25 de Outubro.
O MEND assegurou que levaria "todos os ataques" contra a indústria do petróleo nigeriano, afirmando que a trégua não rendeu nenhum resultado. E havia pedido num comunicado na semana passada para "as empresas pararem todas as suas operações, pois todas as instalações atacadas seriam queimadas".
O anúncio veio depois de várias semanas de cessar-fogo na zona petrolífera da Nigéria, o oitavo maior exportador mundial. Durante esse período de calmaria, a Nigéria conseguiu passar a produção diária para mais de 2 milhões de barris por dia (contra 2,6 milhões de 2006), após a queda de 1 milhão de barris/dia no Verão passado, por causa dos ataques.

Fonte: Diário Digital/Lusa

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