Home | Economia | Produtividade agrícola em Moçambique é fraca

Produtividade agrícola em Moçambique é fraca

Em Moçambique apenas 2% dos agricultores utiliza tractores. Em Moçambique apenas 2% dos agricultores utiliza tractores.

Um estudo realizado em Moçambique revela que os níveis de produtividade agrária no país "são baixos" e a "revolução verde", aprovada há três anos, não tem dado frutos.

Segundo dados de um estudo feito em Agosto pela Inspecção-geral de Finanças e pela empresa de consultoria Eurosis, os níveis de produtividade agrária no país "são baixos" e a "revolução verde" não tem dado frutos.
O documento, agora divulgado, caracteriza o sector agrícola moçambicano, explicando que representa cerca de 20% do PIB, e acrescenta que a produção agrária depende maioritariamente do sector familiar, que ocupa mais de 97% dos cinco milhões de hectares actualmente cultivados (quando há cerca de 36 milhões cultiváveis).
O mesmo documento acrescenta ainda que os níveis de produtividade agrária são baixos, a produção agrícola é considerada fraca e essencialmente de sequeiro. Para além destes factores, o mesmo estudo revela que "há falta de serviços básicos para garantir o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis".
O relatório cita ainda o reduzido desenvolvimento de mercados, a pouca disponibilidade de instituições financeiras para investir no sector, o abuso do fogo, que provoca queimadas descontroladas, e a vulnerabilidade da produção, muito dependente das condições climatéricas.
A tudo isto juntam-se os surtos de pragas e falta de meios para as prevenir e combater, e a falta de quadros, particularmente a nível dos distritos.
Estratégia da Revolução Verde sem resultados eficazes
Moçambique tem um grande potencial agro-ecológico, desde logo disponibilidade de força de trabalho e de terra arável mas também "vastas áreas de pastagens".
Para aproveitar estes e outros recursos, em 2007, o governo de Moçambique aprovou a Estratégia da Revolução Verde destinada a aumentar rapidamente a produtividade agrícola, baseada na diversificação e intensificação de culturas.
No ano seguinte, e para um horizonte de três anos, foi criado o Plano de Acção para a Produção de Alimentos, PAPA
Apesar dos programas criados, as apostas agrícolas do executivo moçambicano não têm tido efeitos práticos.
O mesmo documento refere que, em Moçambique, apenas 3% dos agricultores utiliza fertilizantes químicos, só 2% utiliza tractores e apenas 11% se socorre da tracção animal.

Fonte: OJE/Lusa

 

 

 

  • email Email para Amigo
  • print Versão de Impressão
  • Plain text Versão Texto
BancoBIC
0