Odebrecht à procura de talentos em Angola
Chama-se Prémio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável e está a ser implementado este ano pela empresa brasileira em Angola, na Venezuela e na República Dominicana. Começou por ser lançado no Brasil, em 2008, sendo que no ano passado esteve em vigor no Peru. O objectivo é simples: premiar os jovens universitário angolanos que tenham ideias e projectos que contribuam para o desenvolvimento sustentável do país.
De acordo com o site da Odebrecht, o prémio em causa visa “reconhecer e incentivar os jovens universitários que se propõem a pensar a engenharia numa perspectiva sustentável”. Mas como terá, então, nascido a ideia de atribuir um prémio aos jovens talentos? “Foi idealizado em 2007 e a sua primeira edição foi lançada em 2008, só no Brasil. O Prémio integra um conjunto de iniciativas da Odebrecht para estreitar a relação empresa-escola e representa um esforço da empresa para promover o tema do desenvolvimento sustentável e sensibilizar os futuros engenheiros e profissionais a começarem a incorporar à sua profissão a responsabilidade sócio-ambiental”, explica a empresa. O que ganham os vencedores? Odebrecht, mais de 25 anos de compromisso com Angola África Today
A Odebrecht lembra que o objectivo esperado com a criação do concurso permanece actual, visto que é “gerar bastante conhecimento sobre o tema e ‘devolver’ às universidades ideias e práticas mais sustentáveis de engenharia”.
Depois do sucesso alcançado na primeira edição, em 2008, no Brasil, o Prémio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável realizou-se também no ano passado no Peru. Este ano tem lugar em Angola, Venezuela e República Dominicana.
Mas, afinal, em que consiste o concurso? Em primeiro lugar está direccionado para os jovens universitários que estudam em Angola, sendo que o tema é: “Contribuições da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável”. As inscrições, bem como o envio de projectos, começaram em Março e o prazo para a entrega de candidatura termina a 15 de Agosto. “A participação poderá ser individual ou em grupos de até três estudantes. Pelo menos um dos membros do grupo deverá ser dos cursos de Engenharia. Podem ser convidados estudantes de outras áreas para compor o grupo, e o trabalho deverá ser orientado por um professor pertencente ao departamento de Engenharia”, adianta a Odebrecht.
Os trabalhos serão avaliados por comissões avaliadoras internas e externas, sendo que o prémio tem um valor total de 22 500 dólares, cerca de 17 400 euros. São distinguidos os três melhores projectos: 7500 dólares (5800 euros) para o estudante/grupo de estudantes; outros 7500 dólares para o professor orientador e o mesmo valor para a Universidade. “Se o grupo de estudantes vencedor for composto por alunos de diferentes instituições, este valor deverá ser dividido de igual forma pelas mesmas”, refere a empresa.
Tão ou mais importante que o valor monetário é o facto de os estudantes dos três grupos vencedores terem acesso a um estágio na Odebrecht–Angola. “O julgamento dos projectos levará em consideração a contribuição da engenharia para o desenvolvimento sustentável e terá como base o seu conteúdo, clareza, fundamentação, profundidade, contribuição técnica, aplicabilidade e apresentação”, adianta a Odebrecht.
As inscrições encerram a 15 de Agosto, sendo que a avaliação dos projectos decorrerá até 16 de Outubro. Os resultados serão divulgados na segunda quinzena desse mês, enquanto a cerimónia de entrega do prémio acontece na primeira semana de Novembro.
A Odebrecht não tem dúvidas de que o concurso pode abrir novas portas aos estudantes, já que além do prémio financeiro os alunos dos três grupos vencedores podem estagiar na empresa: “Esta é mais uma das estratégias para identificar e integrar talentos locais que possam fazer carreira na empresa, procurando a sua realização pessoal e profissional. Um dos grandes objectivos é estar mais próximo das universidades e ser objecto de desejo dos alunos. A empresa deseja que os alunos ao pensarem no estágio, na carreira, no crescimento e no sucesso profissional pensem na Odebrecht como primeira opção”.
Com mais de 25 anos de existência em Angola, a Odebrecht vem assumindo um papel importante na reconstrução do país. Além da construção da Barragem de Capanda – erguida no período da guerra civil –, executou também diversos projectos, entre eles o projecto de desenvolvimento urbano de Luanda Sul. De 1984 até aos dias de hoje deu oportunidade de formação e trabalho a mais de 40 mil pessoas, 70 por cento das quais encontraram na Odebrecht Angola o primeiro emprego. Com mais de 30 contratos em andamento no país, a empresa actua nos seguintes sectores: construção pesada, infra-estrutura, imobiliário, energia, petróleo e gás, mineração e bioenergia. O grupo está presente em 17 países nas três Américas, África, Médio Oriente e Europa, e conta actualmente com mais de 90 mil funcionários.







