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Enana: segurança e modernidade ao serviço de Angola

“Modernizando os aeroportos, ganhamos segurança aeroportuária e operacional” Presidente do conselho de administração da Enana. “Modernizando os aeroportos, ganhamos segurança aeroportuária e operacional” Presidente do conselho de administração da Enana.

Empresa que gere os aeroportos do país aposta na modernização das infra-estruturas aeroportuárias e dos sistemas de segurança e navegação aérea, e pretende “incentivar as pessoas a conhecerem o interior” de Angola.

 

A Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (Enana) não deixou de marcar presença na 1ª edição da Feira Internacional dos Transportes de Angola – Expotrans 2011. Uma participação que teve como objectivo dar a conhecer o seu potencial e as especificidades do trabalho que realiza. 
Movimentar pessoas e bens e gerir o movimento das aeronaves que circulam no espaço aéreo angolano constitui uma responsabilidade que apenas cabe a um grupo eficiente, profissional e responsável. Adjectivos que encaixam na perfeição à Enana, não sendo por acaso que foi consagrada como a melhor empresa de gestão de aeroportos no evento. 
Actualmente, a Enana passa por um período de transformações que visa a modernização e reorganização das estruturas de funcionamento, acompanhando o próprio “desenvolvimento” que o país regista. “Uma vez melhorados os serviços aeroportuários, não teremos apenas vantagens enquanto porta de entrada no país, mas também maiores garantias de segurança e fiabilidade, de forma a podermos, de alguma forma, incentivar as pessoas a conhecerem o interior de Angola. Modernizando os aeroportos, ganhamos segurança aeroportuária e operacional”, disse Manuel Ceita, presidente do conselho de administração da Enana, em declarações à África Today.

A edificação de novas estruturas aeroportuários é uma realidade um pouco por todo o país. Nesse sentido, está a ser construído um novo aeroporto internacional, que já contará com sistemas tecnológicos de última geração e uma capacidade superior ao Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, possibilitando que grandes aviões intercontinentais façam escala em Luanda. 
A par do esforço de modernização na construção de infra-estruturas aeroportuárias, a ENANA está atenta à inovação pela qual passam os sistemas de segurança e navegação aérea. Com a recente entrada em serviço dos novos e modernos aviões Boeing 737-700 da Transportadora Aérea de Angola (TAAG), a Enana viu-se obrigada a empreender um processo de reabilitação, ampliação e modernização dos principais aeroportos, visando dotá-los de meios técnicos eficientes para apoio à navegação aérea. 
Para corresponder às exigências da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, na sigla original) foram feitos investimentos em sistemas de rádio-ajudas e sistemas de auxílio à navegação aérea do tipo VOR/DME em alguns dos principais aeroportos do país, como por exemplo em Luanda e Cabinda, que passaram a ter capacidade para receber voos nocturnos, possuindo balizagem luminosa. Foram ainda instalados sistemas luminosos semi-definitivos nos aeroportos do Huambo e do Namibe. Já os aeroportos de Ondjiva, Lubango, Catumbela e Sumbe foram apetrechados com o sistema de balizagem luminosa portátil.
Sublinhe-se que aterram e descolam no espaço aéreo nacional em média 90 aviões por dia, um número que tende a aumentar com o passar do tempo. “A Enana espera ter uma prestação cada vez melhor e uma gestão eficiente e moderna, de modo a tornar a empresa cada vez mais rentável”, referiu Manuel Ceita, aconselhando as pessoas a utilizar “os espaços públicos com responsabilidade”, para que se mantenham intactas “as infra-estruturas que custaram ao país milhões de dólares”.

Curiosidades sobre a Enana e a aviação em Angola 
-A Enana foi criada a 13 de Fevereiro de 1980 e aposta na melhoria das condições dos aeroportos do país, com destaque para a imagem e segurança das suas infra-estruturas
- Aterram e descolam no espaço aéreo nacional em média 90 aviões por dia, um número que tende a aumentar
-O novo aeroporto de Luanda ficará pronto dentro de 24 meses e ficará localizado a cerca de 40 km da capital. O fluxo anual de carga será de 600 mil toneladas/ano e os terminais do aeroporto vão dispor de cerca de 31 mangas, sendo 20 para a área internacional e 11 para a doméstica

Mário Domingos 


 

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