Egípcios exigem que militares deixem o poder
Crédito: BBC
A Praça Tahrir, no Cairo, voltou a encher-se esta sexta-feira, 27 de Janeiro, naquele que foi considerado o dia “do orgulho e da dignidade” pelos grupos pró-democracia que convocaram a manifestação.
Epicentro da revolução de Janeiro e Fevereiro de 2011 que derrubou Hosni Mubarak, a Praça Tahrir voltou a encher-se habituais na mesquita Istiqama de Gizeh, milhares de egípcios rumaram à Praça onde gritaram “Fora poder militar!” e a “legitimidade está na praça”, ao mesmo tempo agitavam bandeiras.
Na Praça Tahrir, permanecem centenas de pessoas acampadas desde a passada quarta-feira, dia do1º aniversário do início da rebelião popular contra Mubarak.
O imã encarregue das orações, xeque Mazhar Shahin, afirmou que a rebelião obteve avanços notáveis, mas que o caminho para a democracia ainda é longo.
Os manifestantes exigiam também o fim dos tribunais militares para os civis, uma reestruturação do Ministério do Interior, o respeito pelas liberdades e justiça social.
Recorde-se que as Forças Armadas anunciaram esta semana que vão deixar o poder no próximo dia 30 de Junho, após as eleições presidenciais.
No entanto, muitos egípcios consideram que os militares querem manter os seus privilégios e continuar a influenciar a vida política.
Fonte: Diário Digital





