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Mortalidade infantil diminuiu para metade

Angola reduziu drasticamente a taxa de mortalidade infantil. O relatório de  de Indicadores Múltiplos e de Saúde referente ao período 2015-2016 indica que 44 crianças morrem em cada mil nados-vivos, quando há cerca de dez anos a taxa era de 81 por cada mil crianças.

Os resultados do estudo mostram que as taxas de mortalidades tendem a ser  mais baixas nas áreas urbanas do que nas áreas rurais.
Nas áreas rurais, refere o documento, a taxa de mortalidade é de 61 em cada 1.000 crianças e nas zonas urbanas é de 43 mortes.
Segundo o estudo, geralmente as taxas de mortalidade na infância diminuem à medida que aumenta o nível de escolaridade da mãe. No caso do inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS 2015-2016),  as taxas de mortalidade na infância não apresentam esta tendência.
A taxa de mortalidade infantil varia de 34 mortes em 1.000 nados-vivos entre as crianças cujas mães têm o nível académico de escolaridade secundário ou superior.
Para as crianças cuja mães tem um nível de escolaridade primário, a taxa de mortalidade é de 62 mortes em 1.000 nados-vivos.
O estudo revela que manter um intervalo de 36 meses entre nascimentos, reduz o risco de morte infantil. Em Angola, segundo o estudo, o intervalo médio entre os nascimentos é de 30,8 meses.
Os dados mostram que há um risco muito elevado quando o intervalo é inferior a 24 meses (139 mortes por 1.000 nados-vivos) em comparação com os intervalos maiores. No total, um quarto dos nascimentos ocorre dentro dos primeiros 24 meses após o nascimento anterior.
O tamanho do bebé ao nascer também exerce influência. A taxa de mortalidade neo-natal é mais elevada nas crianças que nascem com tamanho pequeno, apresentado 36 mortes em 1.000 nados-vivos, comparado com as que nascem com um tamanho médio ou grande, com 20 mortes em 1.000 nados-vivos.
A mortalidade infanto-juvenil é mais elevada quando a mãe tem menos de 20 anos (91mortes em 1.000), diminui quando a mulher tem 20 a 29 anos e aumenta dos 30 aos 49 anos.
O inquérito salienta que os dados representam diferentes períodos, portanto, as taxas de mortalidade não são estritamente comparáveis entre países.
Zâmbia, Madagáscar, Zimbabwe, Tanzânia e Malawi são os países que apresentam uma estimativa da taxa de mortalidade infanto-juvenil próxima da taxa de Angola.
As informações sobre a mortalidade na infância são relevantes para uma avaliação demográfica da população e constituem indicadores importantes para medir os níveis de desenvolvimento sócio-económico e da qualidade de vida do país.

Partos em maternidades

Dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde indicam que quase metade dos partos (46 por cento) dos partos em Angola ocorrem em unidades sanitárias.
O estudo orientado pelo Instituto Nacional de Estatísticas revela ainda que desta que 44 por cento ocorrem em hospitais públicos e dois por cento em clínicas privadas.

As províncias do Zaire, com 86 por cento e Cabinda com 83 por cento, constam do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde em 2015-2016, como as percentagens mais elevadas de partos ocorridos em unidades sanitárias. Enquanto isto, as províncias do Bié, com 17 por cento e Cuanza Sul, 20 por cento apresentam as percentagens mais baixas de partos ocorridos em unidades sanitárias. O estudo contou com a colaboração dos Ministérios da Saúde e da Administração do Território e com o apoio de organizações internacionais.

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