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Realçado papel da imprensa na preservação do ambiente

A secretária de Estado para o Ambiente, Paula Francisco, encorajou os jornalistas e a comunicação social em geral a pautarem por um jornalismo mais  investigativo sobre as questões ambientais.

 

Em declarações à imprensa, à margem de uma palestra sobre”O papel do jornalista na preservação da biodiversidade”, realizada , em Luanda, Paula Francisco enfatizou que a comunicação social desempenha um papel relevante na protecção da biodiversidade, porque permite levar ao conhecimento do cidadão os feitos realizados em prol da preservação e salvaguarda da fauna e da flora. 


A palestra,  realizada em alusão ao Dia da Liberdade de Imprensa,  assinalado ontem,  teve como temas, entre outros, “As redes sociais na preservação da biodiversidade” e “O jornalista enquanto activista ambiental”.   


A secretária de Estado do Ambiente defendeu uma reflexão sobre a educação ambiental, capacitando cada vez mais o homem.


Paula Francisco lembrou que, hoje, uma boa parte da população usa o Facebook e outras tecnologias de informação. Para si, esta ferramenta  deve ter também conteúdos educativos e louvou  a interacção que existe entre os organismos ligados à protecção do ambiente, como o Ministério do Ambiente, a Juventude Ecológica Angolana (JEA), o Instituto da Biodiversidade e outros, nas redes sociais. 

 
Paula Francisco louvou também a cobertura que tem sido feita nas questões ambientais, mas sublinhou que  deve ser feito muito mais. 


Para o jornalista e ambientalista José Silva,  o tema “O papel do jornalista na preservação da biodiversidade” é fundamental,  porque a liberdade de imprensa leva-nos também a comunicar sobre questões do ambiente.


“Temos que reconhecer que aquilo que fazemos como ambientalistas e como jornalistas  ainda não é muito em termos de abordagem da temática da biodiversidade.” o jornalista e ambientalista.


José Silva frisou que, às vezes, é preciso “fugirmos” um pouco das agendas institucionais dentro dos órgãos de comunicação social,  porque, muitas vezes, falamos apenas da questão  do ambiente  nas datas comemorativas.” Disse ser fundamental  que as questões ambientais sejam abordadas com maior profundidade para garantir a educação da população nesse domínio.


O director executivo da Fundação Quissama, Vladimir Russo, alinha no mesmo diapasão.
”Não podemos abordar as questões ambientais apenas quando ocorrem acidentes ecológicos ou nas datas comemorativas”, referiu Vladimir Russo.

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