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Viadutos melhoram o trânsito

O Presidente da República,  José Eduardo dos Santos, procedeu à inauguração do viaduto da Avenida Deolinda Rodrigues, o primeiro de três que vão tornar, a partir desta semana, mais fácil e rápida a circulação rodoviária em Luanda, principalmente na ligação entre o centro da cidade e a região metropolitana.

 

O viaduto da Deolinda Rodrigues, junto à Unidade Operativa, permite a ligação Viana-Centro da Cidade e Tourada-Senado da Câmara, sem interseção de vias. Mais do que a entrega de uma importante obra de infraestrutura, a inauguração do “Nó da Unidade Operativa”, testemunhada por membros do Executivo, do Governo da província e das empresas envolvidas na empreitada, marcou a abertura à circulação de uma das mais movimentadas avenidas de Luanda. Num breve discurso sobre o desenvolvimento da obra, o ministro da Construção, Artur Fortunato, agradeceu aos luandenses pelo “sacrifício” durante cerca de seis meses em que a via esteve interdita. A circulação era feita por vias alternativas, no interior do bairro Rangel, no sentido Viana-Praça da Independência, e no interior do Bairro Popular, no sentido inverso.
O ministro da Construção sublinhou que a inauguração do viaduto, que além de integrar o pacote de obras que vai facilitar o acesso ao Novo Aeroporto Internacional de Luanda, concorre para a mudança da imagem da capital do país “com estruturas modernas, seguras, eficientes, duradoras e, por isso, de reconhecida qualidade”. São estas, disse, as características que pretendemos imprimir nas “nossas obras porque é o que os cidadãos exigem”.
Artur Fortunato garantiu que além dos altos níveis de execução do ponto de vista técnico, a obra do viaduto da Deolinda Rodrigues seguiu padrões internacionais e foi alvo de uma fiscalização rigorosa. “O padrão é o mesmo e o compromisso não se desvia em nenhum momento no conjunto de obras que se desenvolvem na Boavista, Camama, Avenida Fidel Castro e na extensão da Avenida Deolinda Rodrigues até ao novo aeroporto de Luanda”, sublinhou.
O ministro defendeu que qualquer das obras de infra-estruturas a serem entregues esta semana não se resumem a ideia de vir facilitar os acessos ao Novo Aeroporto Internacional de Luanda, mas a “melhora expectável” da mobilidade para quem vive nas “vastas zonas habitacionais nos três grandes eixos rodoviários nos quais se estendem os actuais projectos”.
O ministro destacou o alto grau de comprometimento do empreiteiro e do dono da obra, representado pelo Ministério da Construção na figura do INEA, mas também das empresas de fiscalização, coordenação e prestadoras de outros serviços. “É de realçar que todas estas componentes foram bem assumidas por quadros angolanos”, realçou.
Artur Fortunato também destacou a presença feminina em todas as fases da obra. “Estiveram envolvidas 12 mulheres, a começar pela coordenadora pelo INEA, mais quatro projectistas, outras quatro integrantes da equipa do empreiteiro, e ainda uma na fiscalização que merecem o nosso reconhecimento pelo empenho e entrega demonstrados ao lado dos restantes colegas”, enfatizou.
Além do Viaduto da Avenida Deolinda Rodrigues, esta semana, Luanda vai contar com outros dois, na Avenida Comandante Fidel Castro, no entroncamento entre a estrada de Camama e a Centralidade do Kilamba, e no desvio do Zango. Todas as infra-estruturas seguem as directrizes do Plano Director Geral Metropolitano de Luanda.
Com a expansão da cidade de Luanda também aumentou a pressão no tráfego rodoviário. “Precisávamos de soluções que na verdade melhorassem o tráfego com o mínimo de conflitos e de interrupções, principalmente nas principais vias”, explicou Artur Fortunato, sustentando que foram programadas e cuidadosamente definidas estratégias para atacar algumas vias que concorrem para melhorar a mobilidade e tornar fácil e rápido o acesso ao Novo Aeroporto de Luanda.
Identificados os pontos críticos, o ministério da Construção lançou-se no desafio de no mais curto espaço de tempo dar solução ao problema da mobilidade em Luanda. “Foi nessa linha que trabalhamos, identificamos pontos críticos que correspondem precisamente aos lugares onde temos construídos e prontos a entregar os nós nas vias estruturantes”, explicou.
Artur Fortunato também comentou a questão dos prazos que foram encurtados em aproximadamente três meses, salientando que “trabalhamos dia e noite com muita dedicação e entrega, usando um sistema construtivo mais rápido e muito prático exactamente para reduzir o tempo de constrangimentos e os impactos negativos de uma obra com estas características”.  Notou que as vigas foram todas pré-fabricadas num outro local, assim como as 810 estacas e os pilares.

Nó da Unidade Operativa

A construção do elevado no nó da Unidade Operativa, junto com as intervenções viárias e de sinalização ao longo da Avenida Deolinda Rodrigues, tem por objectivo disciplinar a circulação dos transportes colectivos nesta importante avenida que faz ligação directa entre o centro da cidade capital e o Novo Aeroporto Internacional de Luanda.
As intervenções respondem aos problemas de circulação que afectam o Eixo Estruturante Oeste/Leste, em particular na Avenida Deolinda Rodrigues, tida como problemática ao ponto de o GPL considerar as mais variadas soluções para reduzir o congestionamento e  facilitar  a  fluidez  do trânsito.

“Trânsito reversível”

A ideia de desafogar o trânsito em hora de ponta e reduzir o tempo  de deslocação no percurso  Viana-Luanda e vice-versa, levou a que o GPL avançasse mesmo para o plano de “trânsito reversível”.
O GPL ponderou avançar para essa solução como forma de prevenir  acidentes  rodoviários causados  pelo desgaste físico  e psicológico, derivados da exposição  prolongada  ao intenso  tráfego  rodoviário. A ideia era estabelecer como  sentido  obrigatório  o  trajecto  Luanda/ Viana nas vias “Rua  Soba  Mandume”, “1º  de Agosto”, “Senado da Câmara”,  “Machado  Saldanha”,  nas ruas  de  Zero a 10 do Palanca e  Avenida  Pedro de Castro  Van-Dúnem “Loy”.

Nós do Zango e do Kilamba

Com a construção dos elevados nós nas várias interseções da via Expressa com o acesso ao Zango e Kilamba, procura-se dar solução aos problemas crónicos de circulação nessas centralidades, reduzindo em pelo menos uma hora, o tempo de deslocamento no trajecto casa-trabalho-casa para milhares de pessoas que habitam naquelas áreas ou visitantes.

Infra-estruturas na Boavista

Na zona da Boavista foi feita a reabilitação da Estrada da Sonils/Acesso ao Porto e a ligação do mesmo troço a Estrada do Kifangondo, incluindo o alargamento da ponte sobre o Rio Soroca. Na antiga rotunda da Boa Vista foi construído um elevado que complementa o binário da Kima-kienda e interliga com a Lueji Anconda. O conjunto dessas intervenções proporcionará comodidade e segurança ao acesso a Cacuaco, integrando este município à cidade capital, além de aumentar significativamente a segurança e eficiência operacional do Porto de Luanda.

Acessibilidades

A componente acessibilidade do Novo Aeroporto de Luanda foi discutida em Conselho de Ministros, em Maio de 2015, tendo o Presidente José Eduardo dos Santos recomendado a necessidade de as obras obedecerem  as directrizes do Plano Geral Metropolitano de Luanda.
Naquela reunião, foi definido o projecto hoje parcialmente materializado, que inclui acessos rodoviários e ferroviários, com o primeiro (rodoviário) a ser aberto a Norte e Sul da Estrada Nacional 230, ligando a via expressa ao novo Aeroporto Internacional de Luanda, paralelamente à estrada de Catete.
Um novo corredor Sul passa pelo Zango e liga a via principal de acesso ao novo Aeroporto, numa extensão de cerca de 23.5 quilómetros. O novo corredor Norte passa entre a nova centralidade de Sequele e Baia, ligando a Estrada Nacional 230 ao Novo Aeroporto de Luanda, numa distância de cerca de 23.5 quilómetros.
Os dois corredores totalizam cerca de 50 quilómetros, sendo o de Catete dividido em dois trechos: o primeiro com 23 quilómetros, da Unidade Operativa de Luanda até a via Expressa Benfica/Cacuaco. O segundo troço com cerca de 17 quilómetros, ligando a Via Expressa ao Novo Aeroporto Internacional de Luanda.
O projecto inclui a reformulação da estrada de Catete, que passa ser uma auto-estrada urbana com ruas de serviços laterais para acessos locais e cerca de sete nós que irão garantir as travessias de acesso à auto-estrada, com aproximadamente 25 novas passagens pedonais superiores.

Escola Dom Alexandre Cardeal do Nascimento é construida no Distrito Urbano da Samba

“Uma obra que revela o que a humanidade tem de melhor que é a amizade, a estima…a comunhão”. Com estas palavras, Dom Alexandre Cardeal do Nascimento agradeceu a homenagem que lhe foi feita, ontem, durante uma cerimónia de apresentação do projecto e lançamento da construção de uma escola primária e secundária no Distrito Urbano da Samba, em Luanda.
O ministro da Educação destacou a homenagem feita a um homem de Deus, mas também o simbolismo que encerra o facto de ter sido o Presidente José Eduardo dos Santos a colocar a primeira pedra para o início das obras de construção da “Escola Nacional Dom Alexandre Cardeal do Nascimento”, que vem contribuir para que pelo menos duas mil crianças e jovens integrem o sistema de ensino.
“Este ano lectivo foram construídas 386 salas, perfazendo um total de 8.150 salas do ensino primário e secundário para um universo de pouco mais de um milhão de crianças e jovens”, disse o ministro da Educação. Segundo Mpinda Simão, um terço dos 34 mil habitantes do Distrito Urbano da Samba corresponde a crianças e jovens em idade escolar, e a escola vai contribuir para a universalização do acesso à educação.
“Esta obra que nasce hoje do querer de muitos e das mãos do nosso Presidente, qual buquê de todos nós, erguido em vossa memória nos altos de Tundavala, de Talamungongo ou nas planuras do Cuito Cuanavale, propõem-se atrair, ser espaço e momento de inovação integral de muitas e futuras gerações”, declarou D. Filomeno Vieira Dias, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Luanda e presidente da CEAST.

Lançada a obra para a construção do Centro Integrado de Segurança pública

O ministro do Interior, Ângelo da Veiga Tavares, disse estar confiante numa “alteração radical” no sistema nacional de segurança pública, quando estiver em funcionamento o Centro Integrado de Segurança Pública, cujas obras iniciaram ontem.
Ao intervir na cerimónia de lançamento da obra de construção do primeiro Centro Integrado de Segurança Pública, pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, o ministro do Interior referiu que são necessários “esforços adicionais” para que o CISP seja uma realidade e cumpra a sua função de convergir diferentes serviços e ajudar na tomada de decisões.
Angelo da Veiga Tavares considerou fundamental que o CISP funcione sem interrupções, o que obriga a assegurar a disponibilidade de meios materiais e financeiros, bem como o reforço da capacidade técnica e humana dos órgãos de defesa, segurança e ordem interna.
O ministro do Interior inclui no leque de prioridades a rápida implementação do novo sistema de bilhete de identidade e de passaporte electrónico, a conclusão dos sistemas avançados de identificação criminal, a actualização das leis e produção de novas para dar suporte ao  funcionamento do mesmo.
Vocacionado para gestão integrada das operações e de respostas a incidentes,o CISP está a ser erguido numa área de cerca de oito mil metros quadrados, e integrará uma rede que inclui uma unidade nacional e 16 centros provinciais, acções a serem desenvolvidas num período de 24 meses.

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